sexta-feira, 16 de abril de 2010

Reflexão sobre a água

Estou lendo Musashi - A Terra, A Água, O Fogo.

No capítulo "A Cela da Luz" Takezo é trancado num aposento selado, onde nunca penetra a luz do dia, iluminado apenas por uma lamparina mas repleto de livros. O monge Takuan diz a ele: "considere-se no ventro materno, preparando-se para o nascimento. Aos olhos da carne, este recinto nada mais é que um escuro quarto selado. No entanto, olhe com atenção e medite: a sala está repleta de luz, luz que todos os sábios da China e do Japão ofereceram à civilização. Tanto poderá viver enclausurado num escuro quarto selado, ou passar os dias numa sala cheia de luz - a escolha é sua e cabe ao seu espírito decidir."

É a partir daí que, se inicia a transformação de Takezo que culmina, ao final de 3 anos, na mudança de seu nome para Miyamoto Musashi. Mas este capítulo, além desta história, chamou-me a atenção para a nota de rodapé #49, na página 144, que fala sobre a água: "A água é submissa, mas tudo conquista. A água extingue o fogo ou, diante de uma provável derrota, escapa como vapor e se refaz. A água carrega a terra macia ou quando se defronta com rochedos, procura um caminho ao redor. A água corrói o ferro até que ele se desintegra em poeira; satura tanto a atmosfera que leva à morte o vento. A água dá lugar aos obstáculos com aparente humildade, pois nenhuma força pode impedí-la de seguir seu curso traçado para o mar. A água conquista pela submissão; jamais ataca, mas sempre ganha a última batalha".

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